Um conto de Halloween

Tudo começou a alguns dias atrás, quando chegamos na casa antiga onde eu e minhas amigas estávamos passando as férias. Eramos em cinco, eu, Marcela, Bruna, Anita e Flávia e estava sendo muito agradável. A casa fica em um bosque na propriedade de Anita. Uma bela casa de veraneio de dois andares e com uma varanda rodeando a casa toda. Não tem piscina, mas fica ao lado de um lago de água bem gelada e refrescante, perfeito para férias de janeiro.

Nos três primeiros dias, curtimos o lago e tomamos sol. Ontem choveu muito e ficamos na casa o dia todo e foi aí que o diário apareceu.

Marcela estava entediada e resolveu andar e fuçar nos 7 quartos que tem na casa. Encontrou o diário no sétimo quarto, onde, segundo Anita, uma tia ficou hospedada enquanto estava doente e morreu. Ela até achou estranho o diário ainda estar lá já que tudo havia sido levado embora.

Como não tínhamos o que fazer e Marcela estava agitada por achar algo antigo assim, nós cinco sentamos em volta da mesa de jantar e Bruna começou a ler. No início eram apenas confissões de adolescente, sobre namoricos, nada de mais. Depois começou a aparecer desenhos estranhos, e frases desconexas, escritas as pressas. Na última página, se me lembro bem estava escrito apenas “Não deveria de ter mexido com aquilo. Agora ele virá atrás de mim. Preciso me livrar, mas não consigo sair da cama.”. Não entendemos do que se tratava, então fomos todas curiosas vasculhar o quarto dela em busca de algo. Olhamos em todos os armários e criados, mas nada foi encontrado. Nada, até Bruna olhar em baixo da cama e ver que a madeira estava meio solta.

Arrastamos a cama e terminamos de puxar a madeira. No assoalho tinha uma caixa de madeira velha com um símbolo estranho já descascando da tampa. Lembro de Flávia falar que não devíamos abrir, porque era sinistro de mais, mas Marcela não se conteve e abriu. Dentro havia uma espécie de crânio, com vários simbolos estranhos desenhados, mas não era um crânio humano, era diferente. Ela assustou e jogou a caixa no chão. Ao mesmo tempo, várias portas e janelas começaram a fechar pela casa toda, fazendo todas gritarem assustadas. Lógico que depois do susto, rimos, por ser o vento, fechamos a caixa e colocamos de volta no lugar, crentes de que era apenas uma brincadeira por parte da família de Anita.

O resto do dia continou normal. Jogamos alguns jogos, jantamos e fomos dormir, cada uma em seu quarto, já esquecendo o acontecido de cedo. Por volta das duas horas da manhã, acordei com um grito agoniante que parecia vir do quarto de Anita. Levantei correndo e fui para o corredor, escorregando e caindo em alguma coisa úmida e pegajosa. Era sangue. Tinha um rastro de sangue que ia do quarto de Anita, passando pelo corredor, como se ela tivesse sido arrastada, e depois sumia.

Ficamos todas assustadas e tentamos ligar para pedir ajuda, mas nenhum celular tinha sinal e o telefone da casa não funcionava. Saímos então desesperadas para a porta, para pegar o carro e ir embora, mas a porta não abria. Nem a da frente e nem a de trás, muito menos as janelas. Marcela começou a chorar compulsivamente e as outras meninas estavam pálidas. Para ajudar, todas as luzes da casa se apagaram de uma vez, o que fez todas gritarem desesperadas.

Acendi meu celular, para poder ir até a cozinha pegar algumas velas e percebi que a Flávia havia sumido, o que fez Marcela chorar ainda mais. Tentando manter a pouca calma que me restava, peguei na mão de Marcela e ela na de Bruna, e fomos todas juntas para a cozinha. Ouvimos passos no andar de cima, o que fez Marcela achar que poderia ser uma das meninas, soltar a minha mão e sair correndo. Pouco tempo depois ela gritou.

Pegamos as velas e fomos correndo para a biblioteca, que era o comodo menor que havia no primeiro andar. Abri a porta e quando olhei para trás, para dar passagem a Bruna, ela não estava mais perto de mim.

E agora só restou eu, aqui, sozinha na biblioteca, digitando tudo isso no meu celular. São três horas da manhã, já ouvi gritos, choros e pedidos de ajuda. Não sei o que está acontecendo, se é uma brincadeira ou não, mas tudo começou com aquele maldito diário. Não tenho como sair e não tenho o que fazer. Droga, ouço passos. Acho que tem alguém parado na porta. A maçaneta está girando e…………………………………………………….

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Esse conto faz parte da blogagem coletiva do #GSB de outubro. Não manjo dos paranaues dos contos e muito menos de histórias de terror, mas espero que tenham gostado. Eu escrevi morrendo de medo, medrosa que sou, então não sirvo de base hahahahahaha Acho que vou tentar escrever mais contos. Gosto de escrever, apesar de achar que não gosto, mas não faço isso com muito frequência porque não tenho muitas boas ideias e nem manjo muito das escritas rs Quem sabe a gente não vê mais textos por aqui, não é mesmo? ;)

7 Comentários

7 Comentários em "Um conto de Halloween"

  1. Thay disse:

    Se essas meninas assistissem Supernatural, saberiam direitinho o que fazer nessa situação! HAHA, brincadeiras à parte, teu conto ficou ótimo Cris! Tem suspense e tensão na medida certa. Acho que seria uma beleza ter mais textos seus no Leviosa, hein? Vou aguardar! <3

  2. Lu Cruz disse:

    Ficou ótimo, Cris! Eu, pelo menos, li o conto inteirinho super tensa! Adorei! Como a Thay falou aí em cima, se elas assistissem Supernatural… rs. Ótimo Halloween e ótimo feriado! Beijos!

  3. Luly disse:

    Suspense bom é assim, que deixa esse final MASOQUEACONTECEUAGORALAGUÉMMECONTA no ar depois de tantas palavras de tensão!!

  4. Yuu disse:

    Ai, Cris! Sabe que o seu conto me lembrou de Pretty Little Liars? Um grupo de amigas sozinhas numa casa perto de um lago e uma situação de suspense dessas, poderia ser muito bem o enredo de um episódio da série. Faz tempo que não assisto, mas fico muito nervosa com essas cenas. Mexer em coisas bizarras como crânios nunca dá certo. Pior ainda é quando decidem falar com espíritos naquela brincadeira de tabuleiro.

    Adorei o seu conto, e fico feliz pelos desafios do GSB estarem dando tão certo. <3

    Beijinhos.

  5. Amanda disse:

    Tenso!! Por que as pessoas têm que escrever diários possuídos pelo capiroto e deixar no mausoléu pras pessoas de bem pegarem, lerem e terem um encontro com a morte, né?

    (Capaz, nunca pensei em fazer algo assim)

  6. Camila Faria disse:

    Ai, que medo Cris… ficou muito boa a história. Deu medinho sim, viu???

  7. Duds disse:

    Muito tenso bah ._. e bem escrito, adorei! Pior que as ~capirotagens~ sempre acontecem as 3h da manhã ._.